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Brasil propõe cimeira da CPLP para novembro

O secretário-geral da CPLP, Murade Murargy, terminaria em julho o segundo mandato de dois anos | PAULO SPRANGER/GLOBALIMAGENS

Cimeira estava prevista para o próximo mês de julho, mas foi adiada devido à crise política brasileira

O novo embaixador do Brasil na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) indicou hoje à agência Lusa que Brasília propôs que a cimeira lusófona, prevista inicialmente para julho, decorra em novembro, embora a data esteja ainda por marcar.

Gonçalo Mourão, que apresentou na semana passada a suas cartas credenciais junto da CPLP, disse já ter entregado ao secretário executivo da organização essa intenção do Governo brasileiro.

“Há uma oferta para novembro, mas ainda não há uma data fixa”, disse à Lusa Gonçalo Mourão, afirmando que seria “um pouco uma irresponsabilidade” realizar em julho uma cimeira desta natureza.

“O mês de julho não é apropriado e oferecemos novembro. Estamos em consulta com os vários países para ver as datas mais convenientes para todos. Há impedimentos, há feriados nacionais, há tudo isso e não queremos essas interferências, para que possamos ter a presença de todos os chefes de Estado e de Governo da cimeira dos 20 anos da CPLP”, explicou.

A décima primeira cimeira dos chefes de Estado e de governo da CPLP esteve inicialmente prevista para julho, mas a crise política brasileira obrigou ao seu adiamento.

Na cimeira que assinala os 20 anos da organização está previsto que seja aprovada a Nova Visão Estratégica da CPLP e eleito um novo secretário executivo.

“O meu mandato vai até à eleição do novo secretário executivo na próxima cimeira em novembro. Até lá eu continuo em exercício”, disse hoje Murade Murargy, secretário executivo da CPLP à agência Lusa, durante a visita do 1º ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, à sede da CPLP.

“Até prova em contrário vamos começar a trabalhar na preparação da cimeira”, acrescentou o secretário executivo.

Murade Murargy, que terminaria em julho dois mandatos de dois anos, será substituído por uma personalidade de São Tomé e Príncipe, que, durante dois anos, assegurará o cargo até que, em 2018, caberá a vez a Portugal.

Fonte: DN

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