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NAMÍBIA, TURQUIA E GEÓRGIA PEDEM ADESÃO À CPLP COMO PAÍSES ASSOCIADOS

A Namíbia, a Turquia e a Geórgia poderão adquirir o estatuto de observadores associados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), durante a 10ª cimeira de chefes de Estado e de Governos desta organização comunitária, a ter lugar a 23 de julho corrente, em Díli, capital do Timor-Leste.

Lisboa – A Namíbia, a Turquia e a Geórgia poderão adquirir o estatuto de observadores associados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), durante a 10ª cimeira de chefes de Estado e de Governos desta organização comunitária, a ter lugar a 23 de julho corrente, em Díli, capital do Timor-Leste.

Os três países vão juntar-se ao Senegal, às ilhas Maurícias e à Guiné Equatorial neste estatuto de observadores, sendo que este último espera passar a membro de pleno direito, depois da aceitação do seu pedido a nível ministerial, indicou o secretário-executivo da CPLP, Murade Murargy, citado terça-feira pela agência angolana de notícias (Angop).

A eventual adesão da Namíbia é, entre outras razões, justificada pelo facto de albergar grande comunidade angolana vinculada ao ensino do português, assim como por o país manter “ótimas relações diplomáticas” com os Estados-membros da CPLP.

Relativamente à Turquia e à Geórgia, dois países eurasiáticos, a adesão “está muito relacionada com os seus interesses na desenvoltura de novas culturas e pela similitude de alguns traços identitários, como a alimentação, sobretudo com o caso de Portugal”, sublinhou a fonte.

A diretora-geral da CPLP, a economista cabo-verdiana Georgina Mello, apontou também o interesse do Japão, Perú e de Marrocos em candidatarem-se a observadores da CPLP, admitindo que “estas três candidaturas estão ainda em fase preparatória”.

Japão defende futura entrada como observador por razões históricas e “visão gastronómica” relativamente a Portugal, assim como pela enorme comunidade nipónica residente no Brasil.

Quanto ao Perú, segundo Georgina Mello, as suas razões têm a ver com a conveniência de relacionamento com os países africanos e pela “profunda” ligação com Brasil e Portugal.

Sobre Marrocos, “com processo relativamente atrasado”, pesam na sua intenção o “histórico” no relacionamento com as lutas independentistas em África, assim como a sua união gastronómica com Portugal.

A 10ª cimeira da CPLP marcará a passagem da presidência da comunidade de Moçambique para Timor-Leste, e terá como tema “A CPLP e a globalização”.

Para além de Angola, Brasil, Portugal e do país organizador do evento, integram também a CPLP Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. Panapress

in: Portugal Digital

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